A 4 edição do SEGUNDA DA PERFORMANCE - artistas indisciplinares recebe O COLETIVO S.E.C.A. com o projeto O  VIDAS SECAS SP 

 

“O que vimos nas represas que vistamos – Atibainha, Jaguari, Jacareí, a própria Nascente do Tietê com águas límpidas e, logo adiante, o lodo do Rio Tietê em São Paulo, foi chocante e aponta para a formação de verdadeiros desertos, tanto no sentido ambiental e quanto no sentido da secura humana. Enquanto temos a falta de água nesses lugares, temos dois rios cruzando a cidade que estão completamente mortos e num imenso descaso. Beira a ironia”, relata Flavio Barollo.

 

Após chamar a atenção da população de São Paulo para a crise hídrica com um mergulho no Rio Tietê, o Coletivo S.E.C.A. está de volta com uma ocupação no Palacete Carmelita e perfomance em plena Rua 25 de março.

O que aconteceria com o planeta se um insumo tão primitivo, vital e essencial se extinguisse? No Estado de São Paulo, a água potável encontra-se ameaçada.

 

Foi assim que surgiu a ideia do projeto Vidas Secas SP: motivados pelo incômodo absurdo em relação a essa questão, os artistas do Coletivo S.E.C.A., que visitaram as represas e rios paulistas em pesquisa, levaram também sua busca para a seca metafórica nas relações humanas. Depois de uma tarde nas margens do rio Tietê, com direito a exposição e mergulho de Flavio Barollo em suas águas poluídas, o projeto Vidas Secas SP segue agora para o Palacete Carmelita no Segunda da Performance. 

 

Será realizado um show, às 20h, com a banda Tribororo, que surgiu a partir das músicas compostas pelo cantor e compositor Zimbher depois das expedições nas represas pelo coletivo. A banda é composta por seus membros e artistas convidados. Zimbher (voz, violão e viola), Karen Menatti (voz e percussão), Flavio Barollo (voz, sanfona e ukulele), Felipe Chacon (trombone, clarinete e percussão) e Wellington Tibério (percussão e elementos concretos). O tema das músicas que fazem parte do repertório gira em torno da questão da água, da seca nas relações e nos modos de vida atuais.

 

Em seguida ao show, às 21 horas, o grupo e o público saem do Palacete Carmelita em direção à Rua 25 de Março, carregando galões de água, que farão parte da performance do artista Flavio Barollo, batizada de Piscina Regan no Deserto.

 

O projeto Vidas Secas SP já percorreu com sua exposição por parques e locais importantes de São Paulo, como a Praça da Nascente, Praça das Corujas, Horta do Ciclista, show na Avenida Paulista, Espaço Zé Presidente, ato em prol do Hospital São Luis Gonzaga e futuramente no Largo da Batata e em outros locais da cidade.

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