D Ó C I L é uma série de ações que têm o doce como metáfora e cuja principal provocação é a questão da naturalização da violência, que dociliza e domestica os corpos diariamente.

 

"D Ó C I L- o mínimo de si" É uma tentativa de lidar com o corpo que se vulnerabiliza diante das violências sutis do controle subjetivo dos corpos, que vão perdendo de certa forma seu contorno e singularidade.

Reduzir ao mínimo de si é uma estratégia de se lançar no vazio, no incerto da existência, reconhecer a falta de controle que temos sobre nós mesmos em busca da reinvenção de si e da identificação com o outro.

Nessa performance, experimento a relação do meu corpo com a pasta americana em ato poético de cobrir o corpo com uma nova pele que possa ser experimentada por outros.

Disponibilizar meu corpo, deixar que o outro me toque e me prove  em um acordo instantâneo de confiança estabelecendo um encontro sutil entre desconhecidos.

Sobre Leticia Maia

Letícia Maia é atriz, performer e educadora.

Bacharel em Comunicação das Artes do Corpo na PUC/SP.

Tem interesse no trânsito entre teatro, performance e artes visuais; e pela relação entre arte e educação.

Recentemente participou como performer da intervenção cênica A Última Palavra é a Penúltima 2.0 do Teatro da Vertigem sob direção de Antônio Araújo e Eliana Monteiro, trabalho que integrou programação da 31ª Bienal de arte de São Paulo.

É integrante do Coletivo TraçaUrbana com o qual pesquisa a relação entre corpo-cidade, realizando performances a partir da investigação do tema.

É integrante do La Plataformance, estruturada sobre o conceito de coworking (estação de trabalho colaborativo), pautada por uma série de encontros, cuja abordagem se detém sobre a arte da performance.

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